Thursday, 12 January 2012

Divulgação das Culturas Indígenas e da Resistência na luta pela TERRA

fonte - cinemArtes
http://cinemaartes.blogspot.com/2012/01/divulgacao-das-culturas-indigenas-e-da.html



Divulgação das Culturas Indígenas e da Resistência na luta pela TERRA

Meu nome é Olivio Jekupe, natural do Paraná, e atualmente moro na aldeia Guarani krukutu, São Paulo ,e sou mestiço, o povo mais sofrido desse País, sou escritor de literatura nativa, e nasci em 1965.

Cinemaartes: Como os filmes sobre os povos indígenas podem ser usados como instrumento de divulgação das culturas e suas realidades, por exemplo  a resistência e luta pela TERRA ?

Olivio Jekupe:
 Quanto a filme, sei que pode ajudar, mas quando é de qualidade, que mostra a realidade de um povo. Alguns sei que atrapalha, porque discrimina ainda mais . Mas quero citar um que gosto muito, é o filme TERRA VERMELHA, onde mostra a história do povo kaiowa de Dourados- Mato Grosso- Brasil, nunca vi gente sofrer tanto quanto aqueles, e eles sofrem demais. Muitos pensam que a vida indígena é um paraíso e não é, por isso é bom o filme porque não é uma fantasia.
E esse filme, nós aqui da aldeia krukutu tivemos a oportunidade de assistir na nossa escola que temos e junto com o Cineasta que fez o filme, contou tudo sobre o projeto que fez e como foi feito o filme, e ao ouvir tudo, ai fiquei mais impressionado com a história que mostra. Por isso recomendo a todos e ao mesmo tempo parabenizo os artista que fizeram parte do filme, e que era do próprio povo kaiowa.
Informações sobre o filme:
Obra do cineasta ítalo-chileno Marco Bechis, o filme-documentário retrata os conflitos pela posse de terras enfrentados por índios guarani kaiowá no Mato Grosso do Sul- Brasil.
Um grupo de índios Guarani-Kaiowá vive em uma fazenda trabalhando em condições de escravidão e ganham alguns trocados para posarem de atração turística. Eles decidem reivindicar a devolução das terras de seus ancestrais e começa um grande conflito com os fazendeiros.




Informações Técnicas: 
Co-produção entre o Brasil e a Itália que concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2008
Título no Brasil: Terra Vermelha, Título Original: BirdWatchers - La terra degli uomini rossi
País de Origem: Itália / Brasil, Gênero: Drama, Tempo de Duração: 108 minutos, Ano de Lançamento: 2008
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes, Direção: Marco Bechis

SINOPSE
Mato Grosso do Sul, Brasil, 2008. O suicídio de duas meninas Guarani-Kaiowá desperta a comunidade para a necessidade de resgatar suas próprias origens, perdidas pela interferência do homem branco. Um dos motivos do desaparecimento gradual da cultura reside no conflito gerado pela disputa de terras entre a comunidade indígena e os fazendeiros da região. Para os Kaiowás, essas terras representam um verdadeiro patrimônio espiritual e a separação que sofreram desse espaço é a causa dos males que os rodeia. Uma disputa metafórica é criada. A compreensão e o diálogo buscam espaço nesse antigo conflito. Enquanto isso, o jovem Osvaldo, que vive um terrível embate contra o desejo de morrer, vai furtivamente buscar água no rio que corta a fazenda e conhece a filha do fazendeiro. Um encontro em que a força do desejo transpassa e ao mesmo tempo acentua o desentendimento entre as civilizações.

ELENCO
Matheus Nachtergaele (Dimas)
Cláudio Santamaría (Roberto)
Alicelia Baptista (Lia)
Chiara Caselli (Beatrice)
Abrisio Da Silva Pedro (Osvaldo)
Ademilson Concianza Verga (Ireneu)
Ambrósio Vilhalva (Nadio)
Fabiane Pereira Da Silva (Maria)
Eliane Juca Da Silva (Mami)
Leonardo Medeiros (Lucas Moreira)

Este filme apoiou-se em pesquisas realizadas no Mato Grosso do Sul, que elegeram os guarani-kaiowás não só como seu tema, como também seus atores. Boa parte do elenco provém das comunidades dessa nação indígena nos arredores de Dourados (MS), onde se situaram a maior parte das locações.
A história começa com a crise provocada pelo suicídio de duas jovens índias, devido ao desespero de uma aldeia confinada a um território extremamente limitado, sem opções econômicas ou profissionais para os seus habitantes.
Atrás de uma saída, o cacique Nádio (Ambrósio Vilhalva) resolve guiar seu povo para a retomada de seu território tradicional, ao lado do rio, que há décadas foi ocupado por grandes latifundiários da região.
A ocupação dos índios, embora pacífica, causa reação num fazendeiro (Leonardo Medeiros, de Feliz Natal). A princípio, ele conversa com os índios, mas não está disposto a tolerar sua presença. Enquanto não se decide a uma medida mais violenta, coloca para vigiá-los um capataz (o ator italiano Claudio Santamaría).
O personagem que melhor simboliza o conflito interno dos indígenas é o jovem xamã Osvaldo (Abrísio da Silva Pedro). De um lado, ele se sente tentado pelo suicídio. De outro, é chamado a assumir seu papel de liderança dentro do grupo que, por se tratar de uma função sagrada, exige que ele evite o sexo.
Uma opção difícil, não só por sua idade, mas pela aproximação das duas filhas adolescentes do fazendeiro, anunciando outra ameaça de choque com o mundo branco.
Fonte: http://cinema.terra.com.br/ficha-filme

Também gostaria de mostrar alguns livros que tenho e que acredito que poderá ajudar a muitos professores, alunos e leitores em geral, nesse País poucos conhecem as histórias indígenas e com livros escritos por índios poderá ajudar muito, e eu acredito muito nisso, por isso quero indicar um dos meus livros que foi publicado em2003, que tem como titulo-Xereko arando a morte de Kretã, Editora Peirópolis. Nesse livro eu tento mostrar um pouco sobre esse grande líder que lutou muito pelo seu povo e por isso foi assassinado, é uma história muito triste, esse líder, se chama, AngeloKretã, foi assassinado no dia 29 de 1980. E através desse livro muitos conhecerão a história desse grande líder indígena. Bom mas poderão ver meus outros livros também.
Livros de Literatura Nativa:
Autor: Olívio Jekupé.
1- Xerekóarandu a morte de Kretã- Editora Peirópolis. editora@editorapeiropolis.com.brt
2-Tekoa conhecendo uma aldeia indígena, Editora Global.www.globaleditora.com.br
Esses são alguns dos meus livros que escrevi com tanto carinho para que o povo possa apreciar, assim como eu mesmo aprecio, pois quando escrevo algo me sinto muito feliz, pois agradeço a Nhanderu pelo dom que ele me deu. Aliás, temos muitos outros autores indígenas que eu indico também que muito bom, como a Maria Kerexu, Giselda Jerá, Yaguare, e a Eliane Potiguara. Tupã Mirim, Jeguaka Mirim.

oliviojekupe@yahoo.com.br
www.oliviojekupe.blogspot.com 

2 comments:

virgínia além mar vicamf said...

Trabalhos como este dão-nos esperança. Grata querida Michèle por compartilhar.
abraço de afeto continuado e admiração imensaaaa
tua vica

mimi michèle sato said...

obrigada!!!

um abração