Friday, 2 November 2012

Nijinski no Palácio Cruz e Sousa

NIJINSKI
http://projetonijinski.wordpress.com/2012/10/30/nijinski-no-palacio-cruz-e-sousa/#comments



Nijinski no Palácio Cruz e Sousa


Nijinski no Palácio Cruz e Sousa9 novembro, 2012
Danilo Valério
Ana Luz
Duda Schappo
André Sarturi
Daniel Lima





Michèle Sato, postei isso no Blog: Mi! Mil beijos! Gosto de dançar no palco do meio ambiente urbano. Nas paredes da cidade vivem histórias que no dia-a-dia vamos atropelando e esquecendo. Olhar para os prédios, as árvores centenárias do palácio e lembrar de pequenas histórias – reais ou inventadas – me motiva a enfrentar o medo da cara feia que as pessoas fazem e me motiva a explorar tais lugares 
para torná-los dançáveis. Para mim a dança não está no palco. A dança está no corpo. Num corpo-em-vida que pensa com suas células, seus músculos, seus ossos.
Corpo é história assim como cidade é história. A geografia da cidade se inscreve nas pegadas que deixamos em suas ruas. Nos prédios que construímos. Mas também no espaço que usurpamos. Vejo os garotos e garotas Guaranis da reserva que existe próxima a ilha. Eles são filhos dos antigos construtores dos sambaquis que tanto amamos nessa ilha. Eu os vejo vendendo bugigangas industrializadas e bons artesanatos feitos com suas próprias mão (que são vistos com desdém pela maioria dos passantes). Sinto vontade de chorar.
Não choro, danço. Não de tristeza, mas de nojo – do homem.



Nijinski – Ufsctock 2012

.Fotos de  Andrey Lolo Brigida






Texto de Andrey Lolo Brigido e Alyssa Tessari
A mudança de cenário trouxe uma boa surpresa: do famigerado Varandão do CCE, foi para trás do DAE. Um cantinho esquecido, pouco conhecido e raramente visto, mas cujas paredes, árvores, passarinhos e o silêncio entregaram o clima perfeito ao retrato do esquizofrênico Nijinski. Isso sem mencionar as janelas que, com suas grades, confirmaram a intenção de encenar a insanidade de um personagem torturado por sua mente brilhante.
Essa mudança de espaço agiu de forma positiva para a realização do espetáculo, trazendo um ar bucólico ao cenário, em meio ao paredão de concreto e a vegetação. O ator buscou, de forma expansiva, adentrar em meio à multidão com toda a sua loucura. A platéia, por sua vez, interagiu com a montagem e, quando chamada para dançar, não hesitou em se deixar conduzir pelo baile fiado sobre a tênue linha entre genialidade e demência.
Nijinski trouxe ao UFSCTOCK 2012 sua versão pocket. Ele que, aos 28 anos, foi encaminhado a um sanatório, deixou seus escritos em diários. Diários estes que foram usados no processo criativo de construção da peça. O grupo está sempre em busca de espaços alternativos, que casem com a estética de seu trabalho e sua concepção da performance. Sempre buscando dar mais vida a sua obra, a equipe do Projeto Nijinski deixa isso perceptível em sua atuação, como certamente o fizeram na noite de ontem.

1 comment:

André Sarturi said...

Mimi, obrigado!!!
Gostaria muito de te ver no jardim do palácio Cruz e Sousa para para vibrar conosco com a história de Nijinski.
Saudades mil.
Mil beijos!